LIVROS PUBLICADOS EM 2025
Em Vou Ter um Irmãozinho, Maria Isabel Loureiro aborda, com sensibilidade e clareza, a descoberta da chegada de um bebé.
Uma obra delicada que ajuda as crianças a compreender o mistério da vida e a chegada de um novo bebé à família. Uma história doce, esclarecedora e cheia de amor — perfeita para ler em família, conversar e preparar emoções.
Maria Helena Martins é uma figura singular no cenário poético. a sua poesia é marcada pela intensidade emocional e pela reflexão sobre a liberdade.
Em Alma Inquieta, Maria Helena apresenta-nos uma coleção de poemas que exploram a complexidade da alma humana, a rebeldia contra a conformidade e a busca incessante pela verdade. O livro revela uma jornada interior, uma viagem de questionamentos e, sobretudo, de um diálogo constante com a natureza, os medos e a liberdade.
Alma Inquieta como um reflexo de nossa própria luta interna, dos nossos medos e da nossa busca pela liberdade.
Marco e Ana são de mundos completamente diferentes!
Marco Alcaide é um jovem contabilista português de vinte e cinco anos que passa os seus dias com o seu grupo de amigos. Cresceu num bom ambiente familiar, teve acesso a bons estudos e vive para se divertir.
Ana Petrovic nasceu na Sérvia e faz vida entre o seu país natal e Portugal. Arquiteta de profissão, mas com uma paixão gigante por música, Ana viveu num país ainda assolado pela guerra e com alguma escassez de cuidados básicos. Aprendeu desde muito cedo a ser independente e a lutar por uma boa qualidade de vida.
Quando os caminhos destas duas pessoas se cruzam e um interesse amoroso começa a surgir por parte de ambos, é necessário perceberem como as duas realidades opostas podiam se conjugar, sobretudo quando há peripécias pelo meio.
Este livro é um romance dramático que pretende não só mostrar como ainda há problemas sérios em alguns locais da Europa, mas também que o namoro não vai transformar a vida de um casal em céus cor-de-rosa e arco-íris. Sim, porque mesmo quando se está apaixonado, o mundo continua a girar e a vida a decorrer.
Numa história de superação e crescimento, Marco e Ana vão demonstrar que Tudo é possível!
Dentro destas páginas está todo um quotidiano de ontem e de hoje que nos fala, de amizade, de companheirismo, de amor e sedução, de gente viva que cruza a nossa vida no seu quotidiano. Este livro é denuncia de guerras e injustiças, de gritos que ninguém ouve, mas também sobre a miséria e a grandeza do ser humano.
Neste livro grita-se pela Paz sem perder a Esperança Ao folhear este livro irá encontrar, uma compilação de recortes de imprensa, meticulosamente selecionados, que dão a conhecer factos reais, ancoragem da poesia que Ana escreve.
Esta 3.ª edição vem reafirmar o lugar do livro entre as obras mais significativas dedicadas à Guerra Colonial. A escrita mantém-se viva, intensa e necessária — um retrato literário e ético de uma geração que carregou o peso da guerra e da desilusão, mas também a esperança de um país por nascer.
Que o leitor reencontre nestas páginas não apenas a memória, mas a consciência crítica que o Coronel Vítor Alves tão claramente convocou: a de que qualquer guerra é um flagelo — e como tal deve ser evitada.»
O teu refúgio:
Fenda Materna… de onde me olhas…
«Há vidas que se esculpem como se fossem matéria, que se modelam, persistentes, como o barro paciente que aguarda a transfiguração do fogo, vidas onde cada instante é um gesto depurado rumo ao essencial. A vida de Margarida Santos é uma dessas vidas. Uma vida que se fez da fidelidade ao ofício e à beleza, à forma e à substância, na confluência rara entre o Ser e o Fazer. Desde muito cedo — quem sabe se ainda antes de nomear o mundo com palavras — escolheu falar com as mãos, como quem resgata da terra a memória da sua própria carne, como quem entende o corpo não apenas enquanto forma visível, mas enquanto expressão íntima do sentir e do transcender.
Margarida Santos é mulher de pedra e bronze, de barro e silêncio, de memória e fogo. Não porque se tenha furtado às palavras (basta percorrer a sua obra escrita para o sabermos), mas porque cedo compreendeu que há realidades, há emoções e sentidos que não se dizem por nomeações literais. Exigem o peso da mão, o tacto sensível da superfície, a pulsão da curva, o delinear da ondulação, o estremecimento da matéria viva que se entrega à alquimia do gesto. Por isso, a sua escultura não é arte que se exponha apenas: é Arte que convoca! Que chama, que solicita do olhar a lentidão da contemplação e do sentir a disponibilidade para se deixar tocar.
As suas mulheres de bronze — corpos emergentes de uma ancestralidade quase mítica — trazem consigo a memória do feminino enquanto lugar de criação e resistência, enquanto espaço fundacional do mistério da vida. São corpos que, na sua nudez formal, nada têm de provocação fútil ou de exibição gratuita. Antes, guardam a nobreza do arquétipo e a humildade do corpo terreno. Corpos que parecem interrogar-nos, lembrar-nos que também somos barro, que também somos bronze por dentro: frágeis, mas duráveis; vulneráveis, mas persistentes.
[…]»
In prefácio
J. M. Vieira Duque, Conservador do Museu Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso
2.ª edição do romance vencedor do Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes em 2022


Este livro nasce de um olhar atento sobre a vida, moldado por raízes fundas na terra e por um coração sensível às coisas simples e verdadeiras. […] de quem lê o mundo com olhos de sentir e escolhe escrever como forma de o compreender melhor. Nele cabem as paisagens da infância e da memória, os silêncios das cidades, os dias difíceis e os dias de luz, a voz dos montes e a presença dos afetos. […]
Do Prefácio: Ana, Diana e Maria
[...] Elementos naturais ganham vida e tornam-se símbolos de estados emocionais e existenciais: o mar, o vento, as aves e as estações do ano são frequentemente usados para representar transformação, saudade e liberdade. o mar surge como símbolo de imensidão e introspeção, o vento como metáfora de transformação, e as aves como representação do desejo de liberdade; mais uma vez; liberdade tão patente nos sentimentos transmitidos na poética da autora. Existe um constante diálogo com a passagem do tempo, seja na evocação nostálgica das estações do ano, seja na reflexão sobre a efemeridade da vida e a busca por permanência através daquilo que se faz e se deixa aos outros, hoje e sempre… A metalinguagem faz-se presente em diversos poemas que exploram a própria escrita poética, como em "Poesia e Alquimia" e "O que é a poesia?", onde Maria do Rosário de Freitas questiona e reafirma o papel do poeta na sociedade e a sua imensa importância ! [...]
Do Prefácio de Ana Coelho
“A Última Mensagem de J.C.” é uma narrativa situada no tempo de Jesus que lança luz sobre alguns aspectos da vida na Palestina no Século I.
O colaboracionismo corrupto do rei Herodes, os procuradores fantoche impostos pelos romanos, a existência de numerosas seitas tanto religiosas como políticas, animam o cenário e tornam propícia a emergência de projectos apocalípticos, ao jeito da tradição milenar de Israel.
A promessa da vinda de um Messias libertador, portador da Mensagem de uma Nova Ordem que dominaria o mundo, exalta os espíritos, e essa Mensagem, que hoje encaramos como humanista e fraternal, assumiu então, por vezes, contornos de grande transformação social revolucionária, ligada ao que então se julgava o iminente colapso do mundo romano dominante.
É através do testemunho do centurião Caius Fabius, presente na Torre Antónia na altura da Paixão, que temos acesso aos momentos chave desta narrativa.
Tal como hoje sucede, a Palestina de então era um cadinho incandescente, onde fervilhavam incontroláveis paixões e sangrentas revoltas.
J.C. uma morte desejada por todos ou apenas por alguns.
Palavras pintadas ou palavras escritas, o que importa? tão só imagens calorosamente rasgadas, sons roucos _ loucos?
_de uma mulher a braços _abraços
consigo.
Eduarda Rodrigues
A poesia de Carlos Campos parte de si, para chamar e afastar, para chamar a intimidade e afastar a turba, para chamar a noite e afastar o dia, porque é assim que as emoções lhe arrepelam os sentidos, e lhe adensam o sentir poético.
(…)
Mas para mostrar a sua veia criativa, esse homenzinho de gravatinha que é o poeta, guardou ainda para o final a diabrura das palavras divertidas, no desvendar de uma criança de calções e joelhos rasgados, que o tempo agrilhoou debaixo de uma roupa de gente grande, mas que gosta de catar os bicos do cato, e atirar pedrinhas às janelas, e brincar com tesourinhas, palavrinhas de encantar cheias desses ésses, que sibilam, sorriem, sentem, semeiam. Desses ésses com que Carlossss Campossss escreve poemassss que se saboreiam e sabem bem. Tão bem!
do prefácio de JoãoMorgado
(…)Poeta de excelência e grande dinamizador desta nobre arte, assumindo a Presidência da Direção da Associação Portuguesa de Poetas, de 2015 a 2018, onde tem feito um trabalho notável, de visibilidade de âmbito internacional.
Aliado a esta vertente, o Carlos é um amante da vida da sua cidade, Lisboa e da localidade onde vive, há 47 anos e igualmente ama, a nossa Portela. O seu olhar atento traduziu-se amiúdes vezes na expressão dos seus quadros, curiosamente pintura Naíf, que tão bem retratam os locais e as circunstâncias da sua vida quotidiana. Esta faceta de artista e pintor é a outra face deste Sábio da Portela, designação dada aos alunos da Universidade Sénior da Portela “Portela Sábios” (…)
do prefácio de Ivo Álvares Furtado
(…) Dada a sua posição política, o relato do oficial progressista, Duran Clemente, e de alguns outros como ele (nem sequer necessariamente comunistas) é uma história de malditos. As suas crónicas fazem-se de palavras e memórias indesejáveis. (…) E é neste registo que interpreto as palavras do autor deste e de livros anteriores (como Crónicas de um Insubmisso, datado do ano passado), os quais mergulham diretamente na batalha pela memória histórica que, surdamente, se tem desenvolvido na sociedade portuguesa há mais de quatro décadas. Uma batalha não apenas pela redenção do passado, como também e acima de tudo pela edificação da consciência presente, porque o próprio de todo o labor sobre o ocorrido é influir no que ocorre (…).
Quero dizer que estou surpreso, escreveste um GRANDE livro, eu o adorei! Em nenhum momento eu vi a leitura que já havia feito nos teus outros textos, subiste não sei quantos degraus de uma só vez, GRANDE livro!
Devorei cada capítulo, me deparei com uma escrita suave, fluida e muito agradável.
Teu livro me fez rir em alto som, várias vezes, me fez ficar com os olhos rasos d’água e correr algumas lágrimas. Escreveste com tanta emoção e poesia que o efeito foi este...
Não falta nada, não passou nada da conta.
PARABÉNS minha amiga tão querida e talentosa. Fizeste de o caos nascer uma flor!!!
(…)
António MR Martins é um homem de bem com a vida, mas mostra que mantém um olhar critico ao mundo que o rodeia. Nestes poemas, ressoa a voz de alguém que, como tantos outros poetas, descobriu que a vida nem sempre corresponde aos sonhos, mas não se deixa silenciar. Pelo contrário, estes poemas são o testemunho de uma voz que, mesmo enfrentando a injustiça “feroz” do mundo, escolheu transformar o seu pesar em arte, o seu desencanto em poesia. São versos que não pretendem resolver, mas revelar, não procuram consolar, mas fazer compreender.
(…)
“Há uma margem desabitada no preâmbulo da angústia…”, que António MR Martins quer habitar, essa terra de ninguém entre a esperança e o desalento, entre a utopia e a “rude letargia” do real.
Que o leitor entre nestas páginas não à procura de lirismo e conforto para a alma, mas de verdade humana, de verdade social, essa que só a poesia nascida da dor, consegue revelar em toda a sua complexidade. Ainda assim, fica um almejo de esperança, quando escreve que sobra ainda “um sorriso pendente na varanda do desejo”…






























